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Excerto: As Crianças Selvagens

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Capítulo de: " Caos, os Panfletos do Anarquismo Ontológico "  (parte um de "Z. A. T."), de Hakim Bey      O INSONDÁVEL CAMINHO LUMINOSO da lua cheia — meia-noite em meio a Maio em algum Estado que começa com "I", tão bidimensional que dificilmente pode-se dizer que possui alguma geografia — os raios tão prementes & tangíveis que precisas traçar as nuances para pensar com palavras.      Está fora de questão escrever para as Crianças Selvagens. Elas pensam em imagens — para eles a prosa é um código ainda não completamente digerido & ossificado, assim como nunca é completamente confiável para nós.      Podes escrever sobre eles, para que outros que perderam a cadeia prateada possam seguir adiante. Ou escrever por eles, fazendo da ESTÓRIA & do EMBLEMA um processo de sedução dentro de tuas próprias memórias paleolíticas, um bárbaro engodo para a liberdade (caos como o CAOS o entende). Para esta espécie do o...

Excerto: Magia Octarina

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(por Peter J. Carrol)      Seguindo as hipóteses de Pratchett em " The Colour of Magic" (e muitas coisas úteis são  ditas em forma de gracejo), a oitava cor do espectro pode ser chamada de octarina . Esta  cor será, para o mago, a sua percepção pessoal da magia. Para mim, ela é uma  tonalidade particular do rosa-púrpura elétrico. Minhas visões mais significativas têm  ocorrido, todas nesta cor, e visualizo-a para colorir muitos de meus encantamentos  sigilos mais importantes no Astral. Antes que eu navegasse num barco feito à mão pelo  Mar da Arábia, fui induzido por um feiticeiro indiano a aceitar uma imensa estrela de  rubi, de valor incalculável. Ela era de um matiz, exatamente, octarino . Durante o mais  violento tufão que jamais experimentei, encontrei-me agarrado aos gurupés, gritando  minhas conjurações para Thor e Poseidon ao mesmo tempo que enormes ondas  atiravam-se contra o barco e luminosos raios octarino...

Combate Mágico: Uma Aproximação Sistemática de uma Batalha Mágica Entre Duas Pessoas

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(por Peter J. Carrol)      A batalha mágica, uma pessoa lutando com outra, é um tema problemático. Este artigo envolve uma solução do problema.      O primeiro passo é obter algum tipo de vínculo talismânico com o indivíduo que é objeto do ataque. Este vínculo agirá como um agente através do qual o ataque fluirá. Os vínculos talismânicos podem ser divididos em três categorias: Físicos, Mentais e Astrais.      Um vínculo físico é algum item material relacionado de alguma forma ao indivíduo-alvo. Por tradição, fios de cabelo ou aparas de unha são melhores. Algo escrito à mão também é bom, especialmente se for algo em que o indivíduo-alvo concentrou-se para produzir. Isto faz com que ele coloque mais de "si mesmo" na escrita, relacionando-a fortemente com sua mente. Itens de propriedade pessoal também servem, quanto mais pessoal ou sentimental, melhor.      A Segunda categoria é a dos vínculos mentais. Estes são fac...

O Combate Mágico

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(Por Peter J. Carrol)      O combate entre bruxos ocorre, ou como resultado de conflitos de interesses profissionais não-resolvidos, ou senão como exercícios de treinamento ou teste de supremacia. Se ambos os protagonistas forem habilidosos, os resultados são improváveis de serem fatais. O combate entre magistas e pessoas ordinárias, cada um com suas próprias técnicas e armas, é provável ser tão perigoso para qualquer partido quanto o combate entre pessoas ordinárias.      O combate mágico deve ser empreendido com a mesma seriedade dada às considerações do assalto, ao ato de infligir angústia e doença, danos corporais graves e homicídio. O protagonista que estiver psicologicamente despreparado para realizar estas coisas fisicamente, não as cumprirá psiquicamente. De todos os motivos possíveis, vingança é o mais insensato exceto como uma demonstração e admoestação à outras pessoas. Violência é o instrumento mais cego e um pouco de reflexão pode ind...

Magia do Caos: O Ocultismo No Contexto Pós-moderno

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(de Peter J. Carrol, traduzido por José Carlos Neves) É indubitável que o Mago Aleister Crowley contribuiu para a luta contra o monoteísmo, assim como é patente que ele pegou o bonde andando. A Ciência, que basicamente nasceu da Magia renascentista, já havia alijado o monoteísmo como uma prática parasítica nas culturas mais avançadas. Crowley era um entusiasta da Ciência, o que era muito apropriado para sua época, mas é no trabalho de Austin Osman Spare que detectamos um certo agouro. Contraditoriamente, também é o trabalho de Spare que se mostra mais austero e "científico"quando comparado com algumas extravagâncias simbólicas e mais barrocas de Crowley. Spare rejeitava a simbologia clássica de priscas eras esquecidas em prol de uma Magia mais pessoal. Valendo-se de um mínimo de hipóteses ele desenvolveu uma Magia a partir de sua própria memória e subconsciente raciais. Independentemente de sistemas complexos, ele desenvolveu técnicas efetivas de encantamento e sig...

Poema: Noites Sombrias

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Oh, noites sombrias Que eu amava tanto! Contemplo agora teu encanto E sinto em deixá-la sozinha. Sinto a morte que se avizinha, Sinto que logo estarei morto, E tu não serás mais minha, Não verás mais meu corpo. Presenciou minha alegria Ao ver pela janela Entrar em meu quarto Uma linda donzela, Talvez a mais bela, Despir-se pra mim. E tudo na vida, Até mesmo a vela Que iluminava ela, Chega ao fim. Oh noites sombrias, Frias e serenas, Presenciou a cena, Aquela cena singela, Ao ver que a donzela, Mais alva que a lua, Estava nua, Diante de mim. Com sua alvura E alma pura, Trouxe à minha alma obscura Felicidade sem fim. Oh noites sombrias, Silenciosas e frias, Sabes que sou insano E que te amo, Mas tenho que ir. Como acontecia  Ao chegar do dia E você partia Deixando-me assim. E te digo agora Que vou embora, Chegou minha hora, Não chores por mim. [michellycan]

Poema: Versos para a Morte

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Morte, és tu a única certeza que todos os seres humanos possuem, o destino final que todos almejam, o sono eterno que todos buscam. Tu és a porta que leva ao outro lado, o véu que separa a vida da eternidade, a mão que nos guia pelo caminho que leva ao repouso final. Tu és a sombra que nos acompanha em todos os passos que damos, a lembrança constante da nossa finitude, o sussurro que nos lembra que um dia teremos de partir. Mas tu és também a liberdade, o fim da dor e do sofrimento, o alívio dos nossos problemas e preocupações, o final da nossa jornada neste mundo. Morte, és tu a grande desconhecida, o mistério que todos tentamos desvendar, o caminho que todos tememos trilhar, mas que todos um dia devemos enfrentar.

Poesia: A Poesia Mais Triste...

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A poesia mais triste é aquela que fala da solidão e da saudade, da perda e da dor, dos amores que se foram e não voltarão mais. Ela é uma poesia que nos faz chorar, que toca nas feridas do nosso coração, que nos faz lembrar das coisas que perdemos e dos momentos que jamais voltarão. Ela nos faz sentir sós, e que nos faz sentir como se o mundo inteiro tivesse nos abandonado, e nos faz duvidar de tudo o que acreditávamos. Mas a poesia mais triste também é aquela que nos traz esperança e consolo, que nos mostra que não estamos sozinhos e que a dor e o sofrimento são apenas passageiros. Ela é uma poesia que nos faz lembrar de que a vida é cheia de altos e baixos, e que, apesar de tudo, ainda há muito amor e beleza a ser encontrado.

Poema: Rosa Negra Imortal

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Uma rosa negra imortal É o que eu sou Plantado no jardim do inferno Esperando ser molhado De lágrimas Lágrimas de desespero Das pessoas que amo E das pessoas que odeio Por favor, Não se esqueça de mim! Estou secando Não tenho mais forças Não tenho mais esperanças Tudo em mim está morrendo E essa rosa que sou eu Espera um dia Alguém regar Com lágrimas Ou sangue Sangue dos desgraçados Para poder viver mais Não se assuste com os espinhos! Chegue bem perto... Não lhe farei mal algum Só preciso de um pouco de seu sangue E suas lágrimas por ter se machucado Em mim Em meus espinhos Agora chame o próximo Porque não preciso mais de você... [michellycan]

Poesia: Flores de Prata

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As flores de prata são belas e etéreas, como seres de outro mundo, que florescem na escuridão da noite. Elas são tão finas e delicadas que parecem feitas de fumaça, e têm um aroma suave e misterioso que nos faz querer mergulhar em seu encanto. Elas são flores que simbolizam a beleza eterna, a pureza e a simplicidade, e são um símbolo de amor eterno e de amizade verdadeira. As flores de prata são um presente raro e valioso, e quem as recebe é abençoado com a luz e a graça que elas trazem. Elas são um símbolo de esperança e alegria, de renovação e de novos começos, e são um presente que nunca se esquece, uma lembrança que sempre será guardada no coração.

Poesia: Noite Chuvosa

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Adoro noites chuvosas Adoro o barulho ritmado Dessa chuva preguiçosa Que cai sobre meu telhado Observando a chuva, sinto paz Sou apenas um pobre desesperançado Pois se me tornei esse triste rapaz É por não tê-la aqui ao meu lado A noite chuvosa é uma noite triste e solitária, quando a chuva batendo na janela parece ecoar a solidão do coração. O céu escuro e nublado reflete a tristeza que habita em mim, enquanto a chuva incessante parece lavar toda a dor e o sofrimento. Mas ao mesmo tempo, a noite chuvosa tem algo de mágico e reconfortante. A chuva, com seu barulho suave e constante, pode ser um consolo para aqueles que sentem a solidão. E quando a tempestade passa e a noite se torna silenciosa, sinto a paz e a tranquilidade que só a natureza pode oferecer. A noite chuvosa é uma noite de reflexão, um momento para ficar sozinho com os próprios pensamentos e encontrar forças para enfrentar os desafios da vida. E quando a manhã chega, sinto-me renovado e pronto para encarar o novo ...

Poesia: O Piano

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O piano é um instrumento mágico que pode tocar todos os tipos de música, do clássico ao rock, do jazz ao pop. Suas teclas brancas e pretas são como as notas da vida, que se misturam e se combinam para criar uma sinfonia de emoções. As cordas de aço que vibram quando tocadas pelos martelos do piano são como os fios da alma que se estendem e se tocam, criando uma música que toca o coração. O piano é um instrumento que exige dedicação e muito treino, mas o prazer de tocar uma bela música é inigualável. Ele é uma voz para as emoções que não podem ser expressas e uma luz para os momentos mais sombrios. O piano é uma mágica que nunca acaba, uma fonte inesgotável de inspiração e um tesouro que nunca perde o brilho.

Poesia: O Anjo Caído

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O anjo caído era um ser de luz e beleza, mas um dia decidiu desobedecer e foi expulso do céu. Agora, ele anda pelo mundo com as asas quebradas e o coração partido, lembrando-se da glória que um dia teve e da queda que o trouxe até aqui. Ele olha para o céu e sente saudade do lar, mas sabe que não pode voltar e que deve encontrar um novo lugar no mundo. O anjo caído tenta ajudar os outros, dando amor e esperança, mas às vezes é rejeitado e sente a dor da solidão. Mas mesmo assim, ele segue em frente, lembra-se de que é um ser de luz e tenta encontrar seu lugar no mundo, enquanto espera o dia em que poderá voar de novo.

Poesia: Cicatriz

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Minha cicatriz é uma lembrança de um momento doloroso da minha vida, um sinal da dor e do sofrimento que um dia eu tive que suportar. Ela se encontra no meu corpo como um mapa dos meus ferimentos, mostrando ao mundo o que eu já passei. Mas minha cicatriz também é uma força, um símbolo da minha coragem e da minha determinação de superar tudo o que a vida me colocou no caminho. Ela é uma prova de que eu sobrevivi e que sou mais forte do que eu pensava. Ela me lembra que eu posso superar qualquer coisa e que sou capaz de enfrentar qualquer desafio. Por isso, eu amo minha cicatriz, porque ela é uma parte de mim e um sinal de que eu posso ultrapassar qualquer obstáculo.

Poesia: Lamentos de um Vampiro

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Sou um vampiro, condenado a viver para sempre com a sede de poder e o peso da eternidade. Eu sinto a solidão da minha existência, a dor de ter que deixar para trás tudo o que eu amava, tudo o que eu era. Eu sinto a saudade da luz, que um dia brilhou em mim, mas agora é apenas um sonho distante, um desejo inalcançável. Eu sinto a fome constante que me consome a alma, a necessidade de me alimentar de mentes humanas. Eu sinto o peso do remorso, da culpa por tudo o que fiz, por tudo o que perdi. Mas mesmo assim, eu continuo aqui, vagando pelas trevas da noite, lembrando-me da luz que um dia brilhou em mim e lamentando o que um dia fui.

Poesia: Amor maldido

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O amor maldito é uma chama que arde com uma intensidade que não pode ser controlada, um sentimento que nos domina e nos faz esquecer de tudo o mais. Ele é uma doce tentação, que nos faz perder o juízo e a razão, e nos leva a fazer coisas que não deveríamos apenas para estar perto da pessoa amada. Mas o amor maldito também é uma maldição, que nos traz sofrimento e dor, que nos afasta dos que amamos e nos deixa com o coração partido. Ele é um sentimento que nos destrói e nos reconstrói a cada dia, que nos faz duvidar de nós mesmos e nos faz questionar tudo o que acreditávamos. O amor maldito é uma força poderosa que nos prende em seus laços e nos faz sofrer, mas que também nos dá a força para superar qualquer obstáculo.

Poesia: Madrugada

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A madrugada é um momento de tranquilidade, quando o mundo ainda está adormecido e tudo é calmo e silencioso. É um momento de reflexão, quando o dia ainda não começou e os pensamentos flutuam livres e leves. É um momento de beleza, quando o céu está repleto de estrelas e a lua brilha como uma jóia no céu. É um momento de esperança, quando a noite se vai e o dia se aproxima, trazendo novas oportunidades e possibilidades. A madrugada é um momento mágico, um momento de paz e de harmonia, que nos lembra que a vida é preciosa e que é preciso aproveitar cada momento.